Costumes

Arcos e flechas

É costume levar as crianças a passeios a parques e espaços abertos para brincar com arcos e flechas. Conta-se que durante a vida de Rabi Shimon nenhum arco-íris apareceu no céu. O arco-íris é símbolo de falha humana: conforme relatado em Bereshit, D'us, após a destruição da geração do Dilúvio, prometeu que mesmo que a humanidade tornasse a ser imerecedora Ele colocaria o arco-íris no céu como um pacto de Seu voto de jamais destruir Seu mundo novamente. Mas enquanto Rabi Shimon estava vivo, seu mérito foi suficiente para assegurar que D'us não se arrependeria de Sua criação.
O ensinamento chassídico vê outra ligação do arco: ele funciona sob o princípio de "recuar para poder avançar" - ao empurrar a flecha para trás, rumo ao próprio coração, o arqueiro a impele a uma grande distância, para golpear o coração do inimigo. A essência mística da Torá, disseminada por Rabi Shimon, funciona pelo mesmo princípio. A pessoa deve mergulhar em si mesma, recolher-se a sua essência e lá descobrirá a "centelha Divina” que possui. Esta descoberta confere o poder de derrotar o adversário mais obscuro e transformá-lo em algo bom e positivo.

Dançar em volta da fogueira

A chama serve como homenagem a Rabi Shimon Bar Iochai, além de relembrar as condições de estudo clandestino nas cavernas. A dança é uma manifestação de alegria pelo fim do período de luto que precede Lag Baomer.

Corte de cabelo em Meron

Existe um antigo costume judaico, de retardar o primeiro corte de cabelo de um menino até seu terceiro aniversário. Quando a criança atinge os três anos, inicia um novo estágio de desenvolvimento como judeu. Um menino recebe seu primeiro corte de cabelo, no qual deixa os peot (costeletas) conforme prescrito pela Torá; recebe também seu primeiro par de tsitsit (franjas) e kipá (solidéu). As meninas começam a acender suas velas de Shabat. Nesta ocasião, a criança judia é apresentada ao estudo de Torá com balas e mel, para que sempre associe o estudo de Torá com doçura e deleite.
O corte de cabelo é chamado opsherenish em iídiche, ou chalacá em hebraico. A família e os amigos reúnem-se para a cerimônia; cada um pega um cachinho do cabelo, tomando cuidado para deixar os peot intactos.
Durante o período do Ômer, não temos permissão de cortar os cabelos em sinal de luto pelas mortes dos discípulos de Rabi Akiva. Lag Baômer, entretanto, é um dia de júbilo, no qual todas as regras de luto pelo período do Ômer são suspensas. E sendo assim, em Lag Baômer há sempre muitos garotos de três anos que estão esperando desde Pêssach para terem seu primeiro corte de cabelo.
Eis porquê, em Meron, a cada Lag Baômer vemos dezenas e dezenas de cerimônias de corte de cabelo. Esta é considerada uma maravilhosa bênção para a criança, ter seu opsherenish no local onde foi sepultado Rabi Simon bar Yochai.

Tsedaká

Durante o dia de Lag Baômer, data que no calendário judaico corresponde a 18 de Iyar, doa-se para caridade no valor de 18.

Ovos cozidos

Costuma-se comer ovos cozidos em Lag Baômer, pois o ovo é sinal de luto – neste dia, em memória a Rabi Shimon Bar Yochai. Ainda em vida, ele pediu que esse dia fosse celebrado com muita alegria. Para cumprir seu pedido, enfeitamos as cascas dos ovos. Há o costume de serem cozidos com com cascas de cebola, a fim de deixá-los coloridos.

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