Resumo da História de Pessach

Conta a Torá que um faraó egípcio resolveu escravizar todos os hebreus que viviam no Egito e criou uma lei: todo menino judeu que nascesse deveria ser morto. Para tentar fazer com que Moisés, seu filho recém-nascido, sobrevivesse, sua mãe Yochéved o escondeu em um cesto, posto a vagar nas águas do rio Nilo, perto de onde uma filha do faraó se banhava. A irmã de Moshé, Miriam, o acompanhou pelas águas de Nilo e viu, escondida, que a moça havia resgatado o bebê e o levado para a corte, onde o criou como príncipe.

Certo dia, ao se perder no bairro dos escravos, Moisés encontrou Yochéved, que lhe contou a sua origem. Mais tarde, ao ver um guarda egípcio chicoteando um escravo hebreu, Moisés se rebelou, matou o homem, abandonou a corte e fugiu para o deserto. Foi durante os dias de solidão no deserto que D'us se dirigiu a ele e lhe deu a missão de libertar os hebreus, guiando-os à Terra Prometida de Israel.

Moisés, então, alertou o faraó para que, em nome de D'us, libertasse o povo hebreu. O pedido foi recusado e, como castigo, D'us enviou dez terríveis pragas ao Egito: águas transformadas em sangue, invasão de rãs, piolhos, animais ferozes, animais atacados por pragas, sarna para os homens, tempestade de granizo, invasão de gafanhotos, trevas cobrindo o país e – a mais terrível – a morte dos primogênitos egípcios.

Antes de cada praga divina, Moisés tentava convencer o faraó a libertar seu povo. Só depois da última, porém, o monarca decidiu escutar.

A morte dos primogênitos aconteceria pela ação de um anjo exterminador que passaria (um dos motivos do nome Pessach, passagem em português) sobre as casas. Para que os judeus não fossem atingidos, D'us orientou Moisés a marcar as portas de suas casas com um sinal feito com sangue de cordeiro. Ao ver a marca, o anjo da morte pulava a casa. Essa foi a origem da tradição da mezuzá, presente no umbral direito das casas judaicas.

Ao ver a tragédia, que incluiu a morte de seu próprio filho, o faraó resolveu obedecer ao D'us de Moisés e permitiu que os hebreus saíssem do Egito.

Com medo que o faraó mudasse de opinião, os judeus tiveram que correr e não puderam preocupar-se com a alimentação. A massa dos pães não teve tempo de crescer e foi levada assim mesmo. É por isso que durante Pessach não comemos chametz (alimentos fermentados) e até hoje, comemos Matzá.

O faraó, como esperado, traiu sua palavra, mandando o exército atrás do povo que partia para a liberdade. D'us, por meio de Moisés, fez com que as águas do Mar Vermelho se abrissem, para que os hebreus pudessem passar. A travessia foi feita e as águas uniram-se novamente, afogando todo o exército do faraó. Era o fim da escravidão do povo judeu, que pôde seguir seu caminho, livre, até a Terra Prometida.

Fonte: adaptado da CIP

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