Janus Korczak (Henryk Goldszmit)

    Dia 22 de julho de 1878 em Varsóvia nasce  Henry Goldszmit, também conhecido como Janusz Korczak, que mudou seu nome por ocasião de um concurso literário. Seu pai era Józef Goldszmitera (um advogado judeu) e sua mãe Ceylia Nee Gebicka.

     Após a morte do pai, quando tinha 17 anos, passou a dar aulas particulares para sustentar a mãe e a irmã.

     Em 1898, Henry decidiu seguir os passos de seu avô e ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade de Varsóvia e mais tarde tornou-se médico em Hrubieszouio, onde também fundou um hospital judeu.

     Participou da Guerra Russo-japonesa em 1905 sendo médico militar. Já em 1911 tornou-se diretor do orfanato Dom Sierot, criado por ele, onde abrigava mais de 100 crianças judias de Varsóvia.

     Criou uma “República das Crianças” com seu parlamento, tribunal e jornal. Em 1926, fundou o Maly Przeglad, suplemento do jornal Nasz Przeglad, redigido por crianças e adolescentes, por ele dirigido durante quatro anos. Nesse tempo todo, militou ativamente pela popularização da defesa dos direitos da criança.

     Anos depois em novembro de 1940 seu orfanato foi transferido para o gueto judaico de Varsóvia. Korczak não foi obrigado a acompanhar as crianças, mas se recusou a deixá-las para trás.

     As 200 crianças e seu diretor viviam em condições indescritíveis. Até que, em 22 de julho de 1942, os nazistas invadiram o gueto, dando início à matança em massa de seus habitantes, através da chamada "transferência" para o campo de extermínio de Treblinka. O “Velho Médico", como gostava de ser chamado, teve diversas possibilidades de se salvar, mas sempre as recusou, indignado. Numa quarta-feira, dia 5 de agosto de 1942, chegou a vez da “transferência” do orfanato, onde morreu ao lado de suas crianças.

     Em suas últimas anotações, antes da marcha rumo à câmara de gás, o médico escreveu:

"Não desejo nada de mau a ninguém. Não consigo. Não sei como se faz. Pai nosso, que estais no Céu. Essa oração nasceu da fome e da desventura. Pão nosso de cada dia. Mas isto que eu suporto, aconteceu mesmo. Aconteceu".

     Pela comovente história de Korczak, podemos perceber que foi um grande líder, pois além de defender os direitos dos órfãos, acompanhar, tranquilizar e não ter saído do lado das crianças até seu último segundo de vida, Korczak prezava a igualdade de direitos entre todos.

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